Cadeias produtivas
beneficiadas pelo projeto
O manejo sustentável do pirarucu é um modelo de conservação desenvolvido pelo Instituto Mamirauá em parceria com comunidades tradicionais amazônicas e reconhecido como uma experiência bem-sucedida de recuperação e uso sustentável da espécie. O sistema combina organização comunitária, proteção e zoneamento dos ambientes aquáticos, monitoramento das populações e contagem dos peixes. A partir dessas informações e da avaliação dos resultados do manejo, são definidas, junto aos órgãos ambientais, cotas anuais de pesca que permitem conciliar a conservação da espécie com a geração de renda para as famílias.
O projeto Entre Águas Amazônicas atua no fortalecimento e na ampliação desse modelo, promovendo a troca e o aprimoramento de conhecimentos sobre todas as etapas do manejo e apoiando organizações de pescadores no monitoramento, na análise dos dados e na gestão da atividade. Nos territórios produtivos de Jurupari Grande, Paraná do Jacaré (Capivara) e Seringa, o projeto contribui para a implementação dos planos de manejo e o fortalecimento dos acordos de pesca e das organizações responsáveis por sua gestão.
As ações também alcançam as etapas posteriores à pesca. O projeto investe em três unidades flutuantes para o pré-processamento do pirarucu, adaptadas às condições da várzea e equipadas para melhorar a qualidade higiênico-sanitária do pescado e as condições de trabalho. Também promove boas práticas de processamento, fortalecimento da comercialização e aproximação com novos mercados, buscando agregar valor ao pescado manejado e ampliar os benefícios econômicos para as comunidades.
O manejo sustentável do caranguejo-uçá contribui para a conservação dos manguezais e para o fortalecimento de uma cadeia produtiva importante para a alimentação e a geração de renda de comunidades tradicionais do litoral paraense. O projeto Entre Águas Amazônicas apoia a adoção de boas práticas de manejo e a organização dos diferentes elos dessa cadeia, buscando conciliar a conservação da espécie com melhores condições para os extrativistas.
Entre as ações estão o aprimoramento das práticas de manejo, a melhoria do transporte e armazenamento e o fortalecimento da comercialização. Uma das tecnologias disseminadas pelo projeto é o uso de basquetas para o transporte sustentável do caranguejo, com a meta de reduzir em pelo menos 30% a mortalidade dos animais nessa etapa. O projeto também promove a aproximação entre extrativistas, compradores e consumidores com a realização de feiras do caranguejo, ação que coloca em prática o uso da basqueta e apoia iniciativas voltadas ao acesso a mercados e à valorização do produto. Além disso, o projeto tem ações voltadas à melhoria de gestão financeira e precificação, realizando cursos com as lideranças a fim de melhorar o posicionamento do caranguejo no mercado com embasamento para negociar melhores preços e fortalecer a organização social e produtiva.
O manejo sustentável de jacarés busca conciliar a conservação das espécies com a possibilidade de uso sustentável pelas comunidades locais. Na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Piagaçu-Purus (AM), o projeto Entre Águas Amazônicas contribui para construir as bases técnicas, científicas e legais necessárias para o desenvolvimento futuro dessa atividade, em parceria com a organização comunitária local e instituições envolvidas na gestão e conservação da fauna.
Entre as ações estão o levantamento de informações sobre as populações de jacarés e suas áreas de reprodução, o desenvolvimento participativo de um plano de manejo e a elaboração de um protocolo com orientações técnicas e legais para apoiar comunidades, técnicos e órgãos ambientais. O projeto também promove a formação de pessoas envolvidas no manejo, reunindo conhecimentos sobre biologia e ecologia dos jacarés, monitoramento populacional, legislação, boas práticas, aspectos socioeconômicos e cadeia produtiva.
O manejo florestal comunitário busca conciliar o uso sustentável da madeira com a conservação da floresta e a geração de renda para as comunidades. Na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Piagaçu-Purus (AM), o projeto Entre Águas Amazônicas apoia o desenvolvimento de um modelo de manejo adaptado a uma característica particular do território: a presença de florestas de várzea e de terra firme, que possuem diferentes dinâmicas ecológicas e exigem formas específicas de planejamento.
Entre as ações estão a avaliação da composição da floresta e dos estoques de madeira, o zoneamento e a definição das áreas de produção, além da adoção de técnicas de exploração de impacto reduzido. O projeto também apoia a elaboração e o licenciamento do plano de manejo e a aproximação entre comunidades e empresas do setor, contribuindo para fortalecer um mercado de madeira legal e responsável, gerar melhores oportunidades de renda e reduzir a extração ilegal.
O manejo de produtos florestais não madeireiros promove o uso sustentável de recursos da floresta como frutos, sementes, óleos, resinas e fibras, contribuindo para a conservação da biodiversidade e para a geração de renda das comunidades. No Amapá, o projeto Entre Águas Amazônicas apoia mulheres extrativistas na Floresta Nacional e na Floresta Estadual do Amapá, com foco em espécies como andiroba, copaíba, pracaxi, breu-branco e cipó-titica.
Entre as ações estão o mapeamento das áreas de coleta, o inventário e o monitoramento do potencial produtivo da floresta e o aprimoramento das práticas de coleta, transporte, processamento e armazenamento. O projeto também fortalece a organização comunitária e a comercialização, buscando melhorar a qualidade dos produtos, ampliar as oportunidades de acesso a mercados e fortalecer a geração de renda para as mulheres extrativistas.
O turismo de base comunitária é uma forma de promover a geração de renda a partir da valorização do território, dos modos de vida, da cultura e da biodiversidade, com protagonismo das próprias comunidades na organização da atividade. Na Terra Indígena Jaquiri, o projeto Entre Águas Amazônicas apoia o desenvolvimento e a implementação do turismo como uma alternativa econômica associada à conservação da biodiversidade e à proteção e gestão do território.
Entre as ações estão a elaboração participativa do Plano de Visitação e do Protocolo de Turismo Indígena, além da formação de guias locais e famílias anfitriãs, da valorização do artesanato e de sua comercialização e de boas práticas para a gestão dos resíduos gerados pela atividade turística. O projeto também promove intercâmbios com outras experiências de turismo indígena, fortalecendo a organização comunitária e a valorização da cultura e dos conhecimentos locais.
O manejo de sistemas agroecológicos busca fortalecer a agricultura familiar a partir dos princípios da agroecologia, integrando conhecimentos técnico-científicos aos saberes e às práticas tradicionais da região. A abordagem contribui para diversificar a produção, fortalecer a segurança alimentar, conservar a biodiversidade e ampliar as oportunidades de geração de renda para as famílias. Na região de Tefé (AM), o projeto Entre Águas Amazônicas apoia agricultores na adoção e no aprimoramento de práticas agroecológicas e de produção orgânica adaptadas à realidade socioambiental local.
Entre as ações estão a troca e o aprimoramento de conhecimentos sobre produção e certificação orgânica, práticas de manejo agroecológico, implantação e manejo de sistemas agroflorestais sem uso do fogo, hortas agroecológicas, canteiros e quintais produtivos, conservação do solo e da água, produção de biofertilizantes e bioinseticidas e manejo de abelhas nativas sem ferrão. Esses conhecimentos e práticas também subsidiam a elaboração participativa de um protocolo de manejo de sistemas agroecológicos para a região.
O projeto ainda apoia a adequação da produção às exigências sanitárias e de certificação orgânica e investe na construção e melhoria de estruturas de beneficiamento e processamento de frutas regionais e farinha de mandioca. Essas ações contribuem para agregar valor à produção e ampliar as condições para que produtores atendam aos requisitos de iniciativas como a Indicação Geográfica da Farinha Uarini e a certificação orgânica de alimentos regionais.
Foto de Marco Raccichini
Agenda
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Manejo Madeireiro
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Protocolo Turismo de Base Comunitária - comunidade Jaquiri
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Desenvolvimento e/ou implementação de planos participativos de gestão de recursos naturais no Amazonas, Pará e Amapá
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Oficinas de associativismo e cargos de lideranças específicos para mulheres na colônia de pescadores de Tefé (AM).
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Implementação do Turismo de Base Comunitária com organizações indígenas do rio negro (AM)
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29 e 30: Seminário de Avaliação e Planejamento - Auditório do IFPA - Bragança/PA.
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Curso Modular: gestão de pesca
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Oficinas de gestão financeira
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Conceitos base de manejo agroecológico apresentados e adequados à realidade local - Agricultores da Várzea da Ilha do Tarara
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Desenvolvimento e/ou implementação de planos participativos de gestão de recursos naturais no Amazonas, Pará e Amapá
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Implementação de unidades de recepção e pré-processamento de pirarucu manejados: Flutuante Capivara.
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Foto: Miguel Monteiro

ÁREAS CONTEMPLADAS:
unidades de conservação, territórios indígenas
e outras áreas produtivas de regiões do Pará, Amazonas e Amapá
Área somada dos territórios:
4,8 milhões de hectares
ECOSSISTEMAS DE INTERESSE:
áreas de várzea
e manguezais
NÚMERO DE BENEFICIÁRIOS DIRETOS:
8.623 pessoas
sendo 4.408 mulheres e 4.215 homens
TEMPO DE DURAÇÃO DO PROJETO:
48 meses
Conheça palavras e
expressões que usamos
no projeto.
Manejo sustentável
de recursos naturais
É o uso planejado dos recursos da natureza de forma a atender às necessidades das pessoas sem comprometer sua conservação e disponibilidade no futuro. Envolve conhecer e respeitar os ciclos naturais, estabelecer regras de uso e acompanhar seus resultados, conciliando conservação da biodiversidade, geração de renda e qualidade de vida.
Protocolo
É um conjunto organizado de orientações, critérios e procedimentos que indica como uma determinada atividade deve ser realizada. No manejo sustentável, reúne conhecimentos e boas práticas para orientar suas diferentes etapas, contribuindo para que sejam realizadas de forma segura, responsável e compatível com a conservação da biodiversidade.
Biodiversidade
É a variedade de formas de vida e suas relações, incluindo animais, plantas e outros organismos. O projeto Entre Águas Amazônicas busca conservar espécies importantes, como o caranguejo-uçá, o pirarucu, o jacaré-açu, a andiroba, a copaíba e o pracaxi.
Cadeia produtiva
É o conjunto de atividades, etapas e pessoas que participam da produção e da comercialização de um produto, desde a obtenção da matéria-prima até sua chegada ao consumidor. No caso do pirarucu, por exemplo, envolve desde o manejo e a pesca até o beneficiamento, transporte, comercialização e venda do pescado.
MARÇO 2026
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Manejo Madeireiro
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Protocolo Turismo de Base Comunitária - comunidade Jaquiri
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Desenvolvimento e/ou implementação de planos participativos de gestão de recursos naturais no Amazonas, Pará e Amapá
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Oficinas de associativismo e cargos de lideranças específicos para mulheres na colônia de pescadores de Tefé (AM).
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Implementação do Turismo de Base Comunitária com organizações indígenas do rio negro (AM)
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29 e 30: Seminário de Avaliação e Planejamento - Auditório do IFPA - Bragança/PA.
Agenda
10:00 AM - 10:30 AM
Agenda
10:00 AM - 10:30 AM
Agenda

Territórios de Atuação: Amazonas, Pará e Amapá

• Reserva Extrativista Catuá-Ipixuna
• Terra Indígena Porto Praia
• Reserva de Desenvolvimento Sustentável Piagaçu-Purus
• Terra Indígena Jaquiri
• Comunidade da Missão
• Comunidade Santa Maria
• Comunidade Santa Clara
• Comunidade Santa Cruz
• Complexo de Lagos Jurupari Grande
• Complexo de Lagos do Paraná do Jacaré (Capivara)
• Complexo de Seringa (Joacaca)
• Floresta Estadual do Amapá
• Floresta Nacional do Amapá
• Reserva Extrativista de São João da Ponta
• Reserva Extrativista Chocoaré-Mato Grosso
• Reserva Extrativista Filhos do Mangue
• Reserva Extrativista Mãe Grande de Curuçá
• Reserva Extrativista Marinha de Soure
• Reserva Extrativista Marinha Mocapajuba
• Reserva Extrativista Marinha Cuinarana
• Reserva Extrativista Marinha Mestre Lucindo
• Reserva Extrativista Marinha do Maracanã
• Reserva Extrativista Marinha de Tracuateua
• Reserva Extrativista Marinha de Caeté-Taperaçu
• Reserva Extrativista Marinha de Araí-Peroba
• Floresta Nacional Saracá-Taquera
• Reserva Extrativista Marinha de Gurupi-Piriá
• Reserva Extrativista Viriandeua
• Área de Proteção Ambiental Algodoal-Maiandeua
Foto: AdobeStock

ORGANIZAÇÕES EXECUTORAS
E FINANCIADORAS DO PROJETO
AGÊNCIA EXECUTIVA:
MINISTÉRIO DA CIÊNCIA,
TECNOLOGIA E INOVAÇÃO (MCTI)
FINANCIADOR:
FUNDO GLOBAL PARA
O MEIO AMBIENTE (GEF)
ORGANIZAÇÃO EXECUTORA:
INSTITUTO MAMIRAUÁ
APOIO TÉCNICO:
ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS
PARA A ALIMENTAÇÃO E A AGRICULTURA (FAO)
Para saber mais sobre a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO):
Para entrar em contato
com o Instituto Mamirauá
(97) 3343-9700 • sede em Tefé (AM)
(91) 3086-9184 • escritório em Belém (PA)

Foto: Miguel Monteiro
Fortalecendo territórios de alta importância socioambiental.
O projeto Entre Águas Amazônicas visa fortalecer a gestão participativa de recursos naturais em áreas de várzea e mangue da Amazônia para promover o desenvolvimento sustentável e a conservação da biodiversidade. Através da capacitação de lideranças e planos de manejo, busca melhorar as condições de vida de comunidades tradicionais e manter a floresta em pé.


















